Um leve roçar de corpos. Veludo. E então, recebendo um sopro morno na bochecha, ela acordou. Poderia ter fingido um pouco mais, porém o tímido arrepio a denunciou. Ninguém sente inconsciente ou sente? Observou covardemente a cascata loira que, com leveza, descia e escorria por seu colo desnudo. Os dedos da outra explorando os olhos assombrados dela, os lábios que pediam distância. Seu corpo ensimesmado e tenso sobre o colchão. A vergonha lhe consumindo. O processo do desfolhar da flor vivenciado por ela na noite anterior, a preenchendo e a torturando por dentro.
_Você é o licor e eu a embriaguez. – pronunciou a outra traduzindo a música francesa que tocava ao fundo daquela curiosa manhã.
O cetim relaxando suas pernas imóveis. As palavras abortadas. As mãos suadas. E seus olhos se acharam. A reconhecida e estranha sensação. Ela era da outra e a outra era dela. Ela se aconchegou e se moldou nos perfumados braços da outra que a acalentava. O encontro do leite morno com a canela. Encontravam-se, se mesclavam, se criavam. E permaneceram naquele turbilhão de silêncios ,encarando o pecado descoberto.Não tinha outro jeito agora,ela era da outra e a outra era dela.
jueves, 22 de enero de 2009
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1 comentario:
LOL Gostei do texto - novidade!
Cade vc pra sair com a gnt hj,bandida?!Vamos,vai ser divertido!
SAUDADES,BEIGONES!
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